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Depressão no idoso

A depressão na terceira idade é tão comum quanto na fase adulta, embora alguns autores considerem que ela tem sido subdiagnosticada por alguns preconceitos vigentes, como aquele de que seria “normal” nessa idade a pessoa ficar mais triste, mais retraído do meio social e sentir mais dores. De fato, o velho tende as queixas somáticas são maiores no velho deprimido e devem ser levadas em conta (alterações do sono, do apetite, sensibilidade à dor, etc.) e nem sempre o humor triste serve de parâmetro, podendo ser expressado pela ansiedade ou sensação de vazio.

A depressão na terceira idade é tão comum quanto na fase adulta, embora alguns autores considerem que ela tem sido subdiagnosticada por alguns preconceitos vigentes, como aquele de que seria “normal” nessa idade a pessoa ficar mais triste, mais retraído do meio social e sentir mais dores. De fato, o velho tende as queixas somáticas são maiores no velho deprimido e devem ser levadas em conta (alterações do sono, do apetite, sensibilidade à dor, etc.) e nem sempre o humor triste serve de parâmetro, podendo ser expressado pela ansiedade ou sensação de vazio.

A perda da motivação e o afastamento das atividades podem ser bons sinais de alerta. Abandonar a leitura ou pintura, a recusa em ir naquele tradicional almoço familiar de domingo, ou nos encontros do pessoal da igreja, grupo de amigas, e outros que faziam parte de sua rotina, são exemplos disto. Também é superimportante atentar para a expressão de ideias mais negativas, como a de que não tem mais nada para fazer aqui, de que a vida não vale mais a pena ou que está apenas esperando Deus o vir buscar.

A depressão na terceira idade é multifatorial. Decorre de muitos aspectos, como os genéticos (ter a doença na história familiar aumenta o risco em 1,5 a 3x) , culturais (pressão social pela beleza do corpo, por exemplo), os traumas vividos, a personalidade construída ao longo da vida e a forma aprendida de lidar com os problemas a ela inerentes, psicossociais (perdas em geral, como a de um ente querido, do trabalho, da situação financeira, do “poder” no grupo familiar, de saúde, entre outros), até situações físicas como alterações hormonais, insônia crônica, efeitos de alguns medicamentos ou doenças.

Entre os perigos da doença nesta faixa etária, além do desperdício do curtir a vida, tão repleta de oportunidades que é, e do rompimento de vínculos afetivos, as taxas mais altas de suicídio levado à termo pertence a este grupo etário. Não apenas no Brasil, mas em todos os países do mundo. E, assustadoramente, cerca de 70% dos idosos que cometeram suicídio partilharam antes suas ideações com pessoas próximas. É muito importante não subestimar estes dados. “Quem fala não faz”, “Quem quer se matar, se mata”, “Pessoa velha não se mata” e “Na minha família isso não acontece”, são grandes mitos a serem descontruídos. É preciso estar atendo e buscar ajuda profissional sempre que se desconfiar desta possibilidade.

Muitas são as possibilidades de tratamento: medidas sócio-ambientais, atividades terapêuticas, Mindfullness, psicoterapias, pet terapia, medicamentos, eletroconvulsoterapia, estimulação transcraniana e internação hospitalar. Mas sem dúvida, a prevenção, que pode ser feita desde o início de vida, é fundamental. Ter hábitos saudáveis, cuidados na alimentação (combate à obesidade, controle do diabete, do colesterol alto e da hipertensão) e com o corpo (prevenção do câncer, por exemplo), praticar exercícios regularmente e evitar o fumo, as drogas e os excessos na bebida alcoólica. E, acima de tudo, estabelecer bons laços sociais, amizades fortes que deem sentido à nossa existência, alegria nos bons momentos e apoio naquelas horas difíceis.

Por fim, o papel das famílias durante o tratamento e cuidado de pessoas idosas que tenham depressão é fundamental. Somos seres sociais. Aprendemos com os modelos que nos rodeiam. E esse é um papel forte da família: nos apresentar à vida e nos preparar para a conduzirmos saudavelmente todas as situações que dela surgirem. Mas, em especial sobre esta doença no idoso, um dos principais aspectos é desfazer os preconceitos de que os sintomas depressivos são normais, de que ir a um psicólogo ou psiquiatra é para “loucos” e de que os mais velhos são também mais fortes e não precisam ajuda. É tomar consciência de que o envelhecer bem é uma tarefa exigente, que será acompanhada por alegrias e tristezas. É saber que estar com quem se gosta para comemorar ou chorar, é bem melhor do que passar por isto tudo sozinho. E que, logo ali adiante, estaremos nós todos também mais velhos, desejando contar com o apoio dos nossos familiares.

Eduardo Hostyn Sabbi
Médico psiquiatra da Vitalis Morada Sênior

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Propiciar acolhimento e sentido à velhice dos nossos clientes e satisfação profissional dos que conosco trabalham.

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